segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O mestre precisa morrer

Discipulo - Ele precisa morrer! Orquidea- Sou uma planta, nao faz o menor sentindo voce dizer que alguem deve morrer. discipulo - Ele precisa morrer. orquidia - Está sendo simplorio e chato. quem deve morrer? discipulo - Meu mestre. orquidia - E quem é seu mestre? discipulo - Uma pessoa que conheci, muito sábio. orquidia - Vai assassina-lo? discipulo - Talvez ele ja esteja morto. orquidia- Por que diz isso? discipulo - Porque meu mestre morreu. quando entendi e somos UNO. Orquidia - E o que seria UNO? Discipulo - Uno seria eu e voce. É estamos conectados em um mundo desconectado. É olhar para o universo e sabe que meu mestre morreu, mas eu tenho uma orquidia que fala, ele precisou morreu, não por que agora me torno um mestre... mas por que talvez agora... eu tenha entendido que eu era meu mestre.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Reflexo de suas orações

(De frente ao espelho) Mestre – Por muito tempo orei, só. Mas nunca só estive. Espelho – Suas orações foram seu alento. Mas completou seu universo? Mestre – O universo nunca estará completo. Por isso não me engano em orar. Espelho – Se apenas as orações completassem seu universo você não estaria de frente a um espelho. Mestre – Estou apenas limpando o que ficou embasado em minhas orações. Espelho – Se está embasado, anda respirando demais de frente a ele. Mestre – Devo então deixar de respirar? E achar que minha missão está completa? Espelho – Tente não respirar, se você morrer sua missão está completa. Senão, ao menos tente acordar e respirar, pois percebera que sua missão não está completa.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Folhas



Discipulo - A quanto tempo esta ai senhor?

Senhor - Desde de sempre.

Discipulo - E o que observa com tanto alento?

Senhor - As folhas que caem.

Discipulo - Mas elas caem todo ano, quais lhe seriam surpresa?

Senhor - Essa nova que cae.

Discipulo - E' uma folha como a outra.

Senhor - Entao voce nao observou bem a que caiu antes.

Discipulo - Verdade, nao estava aqui quando ela caiu.

Senhor - Isso ja muda tudo. Estar onipresente nao e' possivel para ninguem.

Discipulo - So' Para Deus nosso senhor.

Senhor - Ao menos eu estava aqui quando a ultima caiu e lhe digo nenhuma e' igual a outra,

Discipulo - E que diferenca faria se eu estivesse aqui.

Senhor - Muita, Voce perceberia que a ultima nao foi igual a anterior, o vento e o tempo seriam diferentes, e ela nao cairia da mesma forma, e o nosso onipresente senhor nao veria apenas uma folha e um observador. Veria uma folha e dois observadores. E isso tornaria o mundo diferente.

Discipulo - Para melhor ou para pior.

Senhor - Ai' pergunte ao seu senhor, aqui s'o posso observar as folhas que caem.

Discipulo - E no que isso pode te ajudar?

Senhor - Me distrai, me faz perceber que as coisas mudam, que folhas caem e nascem, e que eu nao sou o mesmo do que fui a um segundo atras.

Discipulo - Entao so' devo observar?

Senhor - Acho que sim, as coisas simples.

(E todo o outono passa)

Discipulo - O inverno chegou e as folhas nao caem mais...

(silencio)

Discipulo - Senhor, ainda estas comigo?

(e o recepcionista da estalagem se aproxima)

Recepcionista - Homem, o inverno chegou ja conversaras em deveras com o senhor... Que ja' partiu.

Discipulo - Ficarei. Pois ao contrario ele acabaste de chegar. Pois e's onipresente. E seus cristais comecam a chorar na nossa primeira noite de inverno. E ira proseguir por todas as estacoes. Pois as folhas que cairam e eu nao vi desta vez... Farei questao de ver a neve que cae e irao me mostrar a diferenca que ha' entre uma e outra. E assim entenderei as folhas que cairam no outono e infeliz estava himbernando. Pois cada grao e' diferente ao outro, e cada estacao e' diferente a outra. Assim como nos e nossos sentimentos.

(E os primeiros cristais de neve comecam a cair)